quinta-feira, 30 de outubro de 2014

1.ª Viagem Sem Destino 2014

Este ano, muitas coisas aconteceram, e nem sempre houve a possibilidade da dedicação merecida ao motociclismo. Alguns passeios foram realizados, mas este foi o mais marcante do ano.

Chegado ao final do mês de Setembro, e depois de algumas reticências minhas, eis que me batem à porta os meus amigos Hugo e Jonas para me convencerem finalmente a acompanhá-los numa pequena viagem sem destino. Mas primeiro, o melhor era almoçarmos!
Durante o almoço muito se falou, e acabei convencido pelo empurrão da minha cara metade.

1º dia - Viseu -> Portalegre
Toca de preparar o "ferro" e dizem-me logo: nada de GPS ou outras geringonças tecnológicas: sem destino é sem destino. Ok!
Pronto a partir, pergunto para que lado. Resposta: para Sul. E vai, toca de virar para Norte... mas uns quilómetros à frente lá nos orientamos e agora é desta que é para sul, pois no céu, a coisa avizinha-se pró feio.
Primeira paragem: uma das áreas de serviço à saída de Coimbra. Umas jolas, um mapa, e nuvens muito negras ao fundo. Como as horas iam passando, fazemo-nos à estrada novamente.
Após alguns quilómetros, as primeiras dúvidas sobre o destino a seguir face ao clima adverso que se avizinhava.
Castelo Branco? Siga pelo IC8, logo se vê... e não tarda, uma molha monumental. Uma ponte perto da Sertã acabou por se revelar muito útil dada a quantidade de água que caiu (a ponte de Pedrógão inundou o tabuleiro). Como estávamos ensopados até aos ossos, decidimos continuar, e numa nova aberta para secarmos, decidiu-se ir para... Portalegre.
Mais uns quilómetros... alguma chuva menos violenta, e chegámos finalmente a Portalegre. Uma pequena volta para encontrarmos um local para pernoitar. Banho quentinho, roupa sequinha, e bora encontrar um restaurante para jantar. Pedido feito, acomodação para ver o Boavista-Porto na TV e bbuuummmm... ficámos sem luz. Umas velas para remediar a situação e esperar pelo jantar... e um bom bocado depois lá aparece a luz. Deveria dar para ver a 2ª parte do jogo, mas nem tudo é mau... o início do jogo sofreu um atraso enorme devido... à chuva, para não variar.
Jantados, lá fomos procurar um local onde passar um final de noite animado. Um barzinho muito acolhedor... e umas valentes jolas e petiscos malhados. Descanso... não sem antes alguns malharem uns Jack Daniel... por causa dos "escapes" que alguns teimam em não largar enquanto dormem.

2º dia - Portalegre -> Beja
Ao acordar, a minha indisposição levou-me a pedir um chá ao pequeno-almoço... deve ter sido o resfriado do dia anterior. Previa-se um dia muito difícil.
Mau tempo, mas está na hora de continuar para... sem destino! Já me esquecia.
Bons quilómetros, com excelentes paisagens, e acabamos por rolar até quase fora de horas de almoço, até Reguengos. Restaurante encontrado, fato de chuva tirado (desta vez a chuva não nos apanhou desprevenidos) começa o meu suplício de indigestão: um mau bocado passado durante o almoço, mas depois S. Gregório teve piedade de mim e aliviou-me.
Como se fazia tarde, e o tempo até tinha piorado, pensou-se em ficar por ali, mas a decisão acabou por ser ir para Sul.
Mais uns bons quilómetros e paisagens fantásticas (não fosse a chuva) e eis-nos chegados a... Beja.
Instalados na Pousada de Juventude, procura-se um restaurante para jantar, que foi muito bom, diga-se.
Como ainda estava bastante pálido e com dores abdominais, decidi regressar à pousada e não desfrutar da noite alentejana como desejava. Aproveitaram os meus amigos, e bem!

3º dia - Beja -> Barrancos
Acordar como novo é uma ótima sensação, sobretudo quando se viaja de moto.
Decididos que estávamos em ir para... Sul, lá nos fizemos à estrada.
À hora de almoço estávamos a chegar a Barrancos. Como estava tudo aparentemente fechado, encontrámos um cafézinho, e bota de aviar o que havia para piquenicarmos porque a chuva até estava a dar tréguas. Escolha do local... Castelo de Noudar, a 12 Km, em estrada de terra batida.
Chegados lá (único local donde tenho fotos) toca de entrar pelo Castelo, e encontrar um local para montar a mesa e comer calmamente, com a devida autorização, é claro.
As horas foram passando, e acabou por surgir a ideia de se acampar por ali, dado o final de tarde se aproximar.
Montámos as tendas mesmo ali, e enquanto uns foram adquirir mantimentos para a a noite, lá fui arranjar lenha porque a noite prometia ser fresquinha.
Lenha junta, e um rebanho caprino a fugir aparentemente sem motivo, e eis que começa a chover, com trovoada, e a coisa prometia. Meti-me dentro da tenda, a chuva entretanto tornou-se torrencial e após uma mais de uma hora ouço um veículo todo o terreno a aproximar-se: eram os meus amigos juntamente com o responsável do Parque de Natureza de Noudar, para me virem buscar, dado que as previsões prevêem temporal para a noite, e dado que uma das partes da muralha teria ruído recentemente, seria mais seguro pernoitarmos na Herdade da Coitadinha. Lá os acompanhei, de mota, até à herdade.
Repentinamente falta a luz, mas fomos servidos com umas tábuas de enchidos de chorar por mais. Iluminação improvisada pela noite dentro até desistirmos de esperar pela luz, já que mesmo Barrancos não tinha electricidade, e de madrugada lá fomos descansar.


4º dia - Barrancos -> Viseu
Ao acordar tardiamente de manhã, e já com luz eléctrica, fomos tomar um pequeno-almoço muito bem servido, diga-se, com todos os mimos.
Contas acertadas e motas carregadas, decidiu-se iniciar o regresso que acabou por ter finalmente um destino: casa.
Finalmente o sol fez a sua aparição e foi um dia memorável, passando por estradas espanholas e portuguesas, desde Olivenza a Elvas, e acabar por jantar em Coimbra, à beira do rio Mondego.
Despedidas logo ali, e cada um seguiu o restante percurso, com a vontade, e falarei certamente pelos três, de repetir a experiência.

sábado, 21 de setembro de 2013

European Star Meeting 2013 - Albi - France - III



7º dia – Albi -> Andorra (500 km) – Com apenas duas horas de descanso, o dia avizinhava-se difícil, pois a arrumação das tralhas, motas preparadas e pequeno-almoço tomado não foi fácil com tanta destilaria junta num quarto só (aqueles uíques todos envinagraram a malta).
Mas, com muito custo e sobretudo pouca vontade física, lá nos pusemos prontos a horas, e despedidas feitas daquela malta inesquecível, lá iniciámos a etapa de regresso ao cantinho lusitano, com muitas histórias e memórias para irmos recordando (algumas não se podem publicar por razões óbvias).
Seguimos a ideia original de visitar Carcassonne e almoçar por lá. Os primeiros quilómetros foram difíceis, mas depois entrou-se na rotina habitual. Chegados, deparámo-nos com uma fabulosa cidade medieval. Um passeio pelas ruas, um almoço merecido, e lá fomos em direção a Andorra.

Tempo de uma pequena paragem de despedida por terras de França, e lá serpenteámos uma estrada fabulosa de montanha (com avisos próprios para motociclistas) até chegarmos ao túnel de entrada em Andorra: aqui o termómetro marcava 1ºC, e havia malta de manga curta a bater o dente. Depois de atravessar o túnel e pagar a portagem, tempo de vestir o casaco e foto de grupo por terras andorrenhas. De seguida, foi sempre a descer, quilómetros e quilómetros até chegarmos a Andorra-a-Velha, para pernoitarmos no hotel marcado. Ferros estacionados e descarregados, tempo de uma bebida de boas-vindas, e toca a procurar um sítio para jantar. 
Nem de propósito: um restaurantezinho de portugueses. Venha de lá boa comida e bebida, bem como a converseta. Descanso…








8º dia – Andorra -> Madrid (550 km) – Como o destino era os arredores da capital espanhola, de manhã ainda se foi procurar onde fazer algumas compras, mas as lojas que interessavam ainda estavam fechadas. Tudo a postos e toca a rolar em direção a Espanha, a poucos quilómetros dali, com tempo de nova paragem para atestar os ferros e comprar uns “recuerdos” num “centre comercial”. Foi mais um dia para papar quilómetros, com um almoço pelo caminho, e chegada ao fim do dia a Madrid.


Instalados no hotel, lá fomos procurar onde jantar ali bem perto, e ao gosto de cada um. Como elas já amolentavam, todos no descanso que a última estirada é já a seguir…

9º dia – Madrid -> Viseu (560 km) – O calor fez-se logo sentir nas primeiras horas, e com os ferros prontos, lá fomos atestá-los e a nós também. 
Depois de umas peripécias para sair de Madrid (o GPS lá se fez notar pela positiva), seguimos então com destino a Salamanca para um almoço já perto das nossas terrinhas. 
A temperatura sempre a subir, e chegados a Salamanca, o melhor foi mesmo almoçar numa esplanada com uma sombra fresquinha.

 



Depois disto, paragem em Vilar Formoso para atestar e foto da praxe, para finalmente seguirmos até terras de Viriato, onde a família já me esperava, bem como um lanche e bebidas para todos, sobretudo para o amigo Maia que fazia anos (e não dizia nada à malta). Cansados, mas com muitas recordações, chegou a hora de me despedir dos amigos e companheiros de viagem, que ainda tinham algumas centenas de quilómetros para concluírem o regresso as suas casas.


Haverá mais, se Deus quiser!





European Star Meeting 2013 - Albi - France - II




4º dia – Tarbes -> Pirinéus -> Tarbes (172km) – Já com todos bem repousados, lá telefonámos à “gendarmerie” para saber se poderíamos efetivamente passar em certas localidades, dado que as informações que nos chegavam eram de que havia estradas cortadas devido às obras de reconstrução por causa das cheias que destruíram muitas habitações e acessos às estradas de montanha. Simpaticamente foi-nos dito que poderíamos avançar pois apenas haveria condicionamentos no trânsito, mas que as estradas estavam transitáveis.
Lá seguimos então para o centro da localidade para um pequeno almoço: bolos e pão numa “boulangerie” e café no “bistrot”. Atestados, dirigimo-nos até Lourdes, onde visitámos o santuário e aproveitámos para almoçar também. Não sem antes a mota do demo do Dinis ser confessada e abençoada por uma freira que fez questão de ser fotografada na mesma.

De tarde, lá seguimos pela estrada de montanha acima, tal e qual o “Tour de France” com uma pequena paragem em “Barèges”, dado o trânsito devido às obras, e também para ver que a força das águas tudo consegue derrubar. Já mais hidratados, lá seguimos em direção ao “Col du Tourmalet”, não sem antes apreciar aquelas paisagens fantásticas, com foto da praxe, e lembrar o que os ciclistas têm de pedalar sem poderem apreciar a beleza natural que se lhes impõe.
 
Dadas as horas, decidimos encurtar o trajeto e não ir até “Arreau”, dado que teríamos de regressar exatamente pela mesma estrada, e assim teríamos mais tempo para um lanche. Antes disso, no “Col d’Aspin”, um encontro com quatro “moteros” espanhóis, e mais uns dedos de conversa e umas fotos, e o batizado do “animal” pelos nossos amigos espanhóis.

O lanche acabou por ser em “Bagnères-de-Bigorre”, onde descansámos à sombra e ainda deu para ouvir um som ao vivo, para um final de tarde em beleza. 
Montados nos ferros, lá seguimos até Tarbes, onde após o jantar, e mais umas peripécias para alguns nos quartos, lá descansámos com a natural ansiedade e expetativa de querer chegar ao local do meeting.


5º dia – Tarbes -> Albi (250 km) – À hora marcada, uns mais cedo que outros, lá carregámos os ferros e procurámos um lugar para um pequeno almoço: bem perto dali (e nós às voltas, daahhh) uma “boulangerie/patisserie” bem acolhedora, onde fomos mais uma vez muito bem recebidos. O dono já teve mota, e ao fim de semana junta ali os seus amigos motards, pelo que nos colocou na mesa tudo o necessário para iniciarmos o dia.
De barriga cheia, lá nos fizemos à estrada para cumprir com o horário de almoçarmos em “Gaillac”, o que acabou por acontecer mesmo.

Uns mais apressados que outros, chegados a Albi, tempo ainda para parar e atestar os ferros e ir às compras: uns compram calções de banho, etc, outros compram escovas de aço, bomba-de-pé, etc, mas gostos não se discutem ;).
Chegados ao “Cap’Découverte” em “Le Garric”, que era o nosso destino final, uma recepção fantástica, quer da organização, quer dos Star Riders europeus. Boas-vindas, check-in, instalação, visita às instalações… e a partir daqui, muitas conversas, muitas cervejas, muitos uísques, muita boa companhia e confraternização, num convívio de culturas tão distintas e diferentes, mas com paixões comuns. 
O nosso anfitrião, o Toto, um amigo português do Star Club France, fez de guia durante a nossa estadia. 
Como forma de agradecimento e de apresentação dos Star Riders Portugal, a seguir ao jantar oferecemos um brinde com o nosso vinho do porto acabadinho de chegar connosco, a todos os participantes.


6º dia – European Star Meeting – Depois de um descanso e de pequeno-almoço tomado, lá pegámos todos nos ferros para um passeio da organização pelas localidades vizinhas. Mais de centena e meia de ferros Star a rolar por terras gaulesas… no comments.

Uma visita a um museu do vidro com demonstração, seguida de uma rápida paragem num produtor local de vários tipos de bebidas alcoólicas, onde a explicação, e sobretudo a degustação deliciou os presentes.
De regresso ao “Cap’Découverte”, foi tempo de almoço e definir o que fazer durante a tarde, já que era de tempo livre: ou se aproveitava as actividades oferecidas na estância, ou se visitava as redondezas. Uns decidiram-se ficar pelo parque e desfrutar das muitas actividades, outros optaram por visitar localidades nas redondezas. Os amigos Sérgio e Lena foram até Albi, e eu segui até “Cordes-sur-Ciel”, uma pequena localidade que há muito almejava visitar por causa do seu medievalismo. Simplesmente tempo muito bem empregue. Visita a pé pelas ruas, edifícios que não enganam, e tempo ainda para visitar um museu local que retrata a vida local na época medieval. Antes de regressar, e dado o calor, claro está, saiu uma “bièrre” fresquinha.

De novo na estância, hora de jantar e farra noite dentro. E que farra, pis com a entrega/troca de lembranças, música e bebidas, sem esquecer a demonstração “exigida” pelos presentes da “Popcorn StarMotorcycle”, isto é, a SkullStar do Dinis, foi um dos pontos altos da noite. Tão alto, que alguns de nós só regressaram aos quartos às 6 da matina, bem regados, e onde até deu tempo ao Helgalático de fazer o seu sono de beleza no corredor (já não deu para mais).


European Star Meeting 2013 - Albi - France - I

Com a chegada do membro mais novo da família, a hipótese de viajar de moto ficou suspensa, mas com alguma insistência de familiares e amigos, lá parti para mais uma odisseia.

Depois do planeamento imaculado do amigo e companheiro Sérgio, de alguns avanços e recuos, chegou a hora de nos fazermos à estrada, no final de um mês de Agosto quente e incendiado.



1º dia – Viseu -> Vila do Conde (170 km) – Depois de um dia atarefado, chegada a noite fiquei pronto para partir. O combinado era ir dormir a Vila do Conde de onde no dia seguinte iniciaríamos todos a viagem. Mota pronta e lá segui eu, não sem antes passar pelos incêndios da A25, de ser acompanhado pela GNR durante alguns quilómetros devido ao fumo e fogo nas bermas, mas eis que chegado a Vila do Conde, lá fui até casa do amigo Maia onde pernoitei, não sem antes uma boa conversa entre amigos que nunca mais acabaria não fosse a necessidade de algum descanso.


2º dia – Vila do Conde -> Burgos (540km) – Ao fim de um sono repousante, e pequeno almoço tomado (obrigado Maia e Eulália), lá fomos encontrar-nos com os restantes companheiros de viagem no ponto de encontro. Alguns amigos e companheiros já nos esperavam com alguns viajantes.
Com toda a equipa reunida, motos atestadas, foto da praxe e “ala que se faz tarde”.

À medida que fomos “comendo” quilómetros, eram visíveis os incêndios. Primeira paragem: Chaves – onde uns minutos bastaram para um cafézinho.
Decidida que estava a paragem para abastecer os ferros, em Espanha, claro, eis que saímos logo na primeira saída após a fronteira, mas nem todos lá chegaram. Um telefonema e ficámos a saber que a mota do amigo Hélder não gosta de sair de Portugal. Questões de passaporte, ou “roaming”… nas velas. Uns foram atestar os depósitos, outros dedicaram-se às limpezas... e logo de seguida chegam os apeados, que aparentemente resolveram a questão (pelo menos para já, pois não se iria desistir tão cedo). 
Seguimos então todos em direção a Puebla de Sanabria, onde almoçámos numa esplanada, e que bem que soube aquela sombra com tanto calor.

De novo retemperados, lá fomos em direção a Burgos, a malhar no asfalto, não sem antes atestar os depósitos das motas e de nós próprios.
Chegados ao Hotel para descanso, alguém se fechou no quarto, com a chave por fora! A cenas que se seguiram foram dignas de um momento humorístico ao mais alto nível, e quem os viveu lembrar-se-á concerteza.
Jantar no local e descanso… e fica o momentum do agarradinho ao quadro da “miúda virada de costas”. 

Bons momentos sim senhor, mas era preciso esticar os ossos para o dia seguinte.



3º dia – Burgos -> Tarbes (460 km) – Após o merecido descanso, pequeno almoço no Hotel, atestar os ferros nas bombas mesmo ao lado, e “bota lá mais para a estrada”. Decididos que estávamos a poupar nas autopistas espanholas, lá seguimos pela nacional e pela autovia. Nos pirinéus, paragem para gasosa e wc, e como as gotas de chuva apareceram, enquanto vestíamos os fatos de chuva ainda caiu alguma. Mesmo que depois a chuva não fosse nada por demais, os fatos deram jeito, mais não fosse pelo spray que gramámos. 
Hora de almoço e chegada a Irún, a escassos metros de França. Tirar fatos, estacionar os ferros, procurar restaurante e lá nos fomos sentar. Ao entrar vimos logo uns compatriotas, um deles com a camisola do MC Faro, que veio logo meter conversa, tirar foto para recordação, etc, etc.

Uma pequena visita ao comércio local e lá seguimos para França, onde estava um caos à entrada da autoroute. Após uma gincana pelo meio daquela confusão, lá nos conseguimos safar, também com a compreensão de alguns enlatados (outros nem tanto).
Uma pequena paragem para abastecermo-nos, e eis que o Dinis não se dá com as “pistolas” francesas. Problema resolvido, lá seguimos em direção a Tarbes, para mais uma pernoita, desta vez duas noites no mesmo hotel.
Check-in, motas descarregadas e lá fomos à procura de um restaurante para jantarmos (como sempre, ou eles jantam muito cedo, ou nós jantamos muito tarde). 
Após umas voltas, o melhor era mesmo ao pé do hotel. Depois das apresentações com o dono, da azáfama a ir mostrar a mota do Dinis aos seus clientes e chef de cozinha, lá nos contou que tinha estado em Portugal e que fez 14 refeições de bacalhau, etc e tal. Lá nos foi “mimando” com os seus cozinhados, e depois de satisfeitos, lá fomos descansar. 

Alguns ainda tiveram de fazer arrumações no quarto primeiro…

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Picos de Europa 2012 - IV

4º Dia: Cangas de Onis -> Lagos de Enol e Ercina -> Puerto del Pontón -> Riaño -> Chaves -> Viseu

Acordar mais cedo, e arrancar em direção a Covadonga (cerca de 10 minutos) e depois 12 Km’s de curvas fantásticas até aos Lagos. Na estrada algumas surpresas bem identificadas: gado bravo, pois os bois e as vacas são reis e senhoras daquelas estradas. Uma paragem forçada de 1 minuto por causa do gado, que se resolveu com “un coche” mais apressado e que obrigou literalmente o gado a encostar-se à berma. Aproveitámos para passar.
Passagem pelo Mirador de la Reina, mas sem paragem, pois o nevoeiro era tanto que não se via nada mesmo. Chegados aos Lagos, vistas deslumbrantes. Solinho, já com alguns carros e muitos caminhantes no local. Uma visita aos arredores do lago, umas fotos e apreciar o cimo de um pico ainda com neve. Maravilhoso.
Aproveitámos e tomámos um pequeno-almoço, pois íamos prevenidos para o caso de não haver nada aberto, dado que os horários espanhóis são diferentes. Mas ali não, até tomámos um “café solo”.
O nevoeiro voltou a cair, mas felizmente rapidamente se dissipou, e mais umas fotos e arregalar as vistas, encher a memória de imagens fantásticas, com o gado ali mesmo ao pé de nós, a circular livremente. Apenas um senão: aquele alcatrão ecológico que este gado larga pode assustar e prejudicar os mais incautos, sobretudo se não tiverem calçado de reserva.
No regresso a Covadonga, agora sim, paragem no Mirador de la Reina, com vistas fantásticas e claro, a companhia das vaquinhas e seus vitelos.
Covadonga com nova paragem para um momento de reflexão e recolha pessoal, e seguimos para Cangas de Onis onde atestámos os ferros e visitamos a feira semanal local. Compras de última hora, incluindo uns “embutidos, quesos, pan, sidra, etc… dado que a viagem ainda era longa.
Montados nos ferros, eis que iniciamos a última parte do nosso percurso pelos Picos de Europa: “Desfiladero de los Beyos”. Simplesmente magnífico. Mais uma vez, as fotos falam por si. E os Picos a ficarem para trás... não sem antes umas paragens merecidas.
Almoço previsto para Riaño e foi mesmo assim: paragem com vista para o lago, sombrinha, comidinha na mesa, encher ligeiramente (lol) a barriguinha, e um pequeno descanso.
Depois, foi regressar pelo mesmo caminho até Benavente, e em vez de regressar por Zamora e Salamanca, optámos pela fronteira de Chaves, seguindo sempre por “autovia” até Portugal.

A entrada em Portugal não tem sequer fronteira física, dado que a A75 espanhola entra literalmente dentro da A24 portuguesa.

Chegados finalmente a casa no final do dia, com 4 dias bem preenchidos, cansados fisicamente, mas com muitas memórias e vontade de regressar assim que possível.

Picos de Europa 2012 - III

3º Dia: Panes -> Sotres -> Poncebos -> Arenas de Cabrales -> Covadonga -> Cangas de Onis

Mais uma noite bem dormida, com o sono só interrompido 3 vezes, dado que o casal que dormiu no quarto acima do nosso deve ter abusado na dose de “viagra” e houve alguns “encore” mais barulhentos. De resto, tudo impec.
Pequeno almoço tomado e ferros carregados, lá seguimos viagem. Várias paragens para apreciar as paisagens, e chegados a Arenas de Cabrales, virámos em direção a Sotres. Chegados a Poncebos, a confusão de tráfego já era tanta àquela hora da manhã, tudo por causa das caminhadas e do Funicular de Bulnes (não o fizemos dado que um amigo nosso disse que não valia o dinheiro, cerca de 22 euros por pessoa!) e não estamos arrependidos. Talvez se fizermos um dia uma das caminhadas o usemos.

Seguimos até Sotres. Mais uma estrada que merecia ser percorrida pelos nossos ferros: boas curvas, ganchos, piso bom e aceitável, cabritas nas escarpas e disfarçadas nos buracos das rochas, espetacular mesmo.


Chegados a Sotres, não seguimos até Tresviso, pois seriam mais 11 Km para cada lado, e a nossa intenção era almoçar em Arenas de Cabrales.


No regresso, paragem em Poncebos, e na subida para o Mirador del Naranjo, o inesperado aconteceu: 1 Km sempre a subir, com uma sequência de cerca de 10 ganchos a 360º, repito, sempre a subir, e quando só faltavam dois, um pequeno descuido da minha Orquídea ía deitando tudo a perder: um carro de frente a fazer o gancho à larga, susto e valeta. Felizmente nada demais, um susto valente e uma história para contar, e quanto ao ferro, uns pequenos arranhões por baixo, nem se veem, pois as “defensas” fizeram o seu trabalho, evitando males maiores.
A subida consumou-se na mesma e as vistas valem bem a pena. Desaconselhado ir de mota a inexperientes e motos com duas pessoas, porque os ganchos são mesmo ganchos!
Regresso a Arenas para um almoço leve, como previsto, e um descanso junto ao rio local, onde mais pessoas aproveitavam igualmente para “picnicar” e descansar.


Nova tirada, desta vez até Covadonga, com o seu famoso Santuário. Visita à catedral e à “Santa Cueva” impõem-se. O respeito e a paz que se sente no local é de se entrenhar. Um passeio por ali, e a vontade de ir até aos Lagos: vontade essa que não passou disso, dado que fomos interditados de ir até lá. Fulo, furioso e zangado com aqueles “energúmenos”, dado que nas placas anteriores, apesar dos avisos que a circulação era proibida das 8h30 às 20h, também dizia “Sin Restriciones”, o que afinal não era verdade. A febre por faturar mais 7,50 € por pessoa, mais 2€ de estacionamento num dos parques, é tanta e pelo vistos rentável, dado que são dezenas de autocarros da ALSA e carrinhas de 9 lugares da Taxitur. Por isso, quem quiser ir no seu próprio transporte, terá de passar Covadonga antes das 8h30m ou então só depois das 20h é que poderá ir até aos Lagos.
Decidimos seguir para Cangas de Onis, procurar dormida e passear pela localidade, e na manhã seguinte chegaríamos antes das 8h30m a Covadonga e visitaríamos os Lagos de Enol e Ercina.
Chegados a Cangas de Onis, seguimos uma das sugestões do posto de turismo local no respeitante a dormidas.
Depois de descarregados os ferros, fomos até ao centro passear e visitar alguns monumentos, seguido de um jantar, acompanhado da tradicional e natural sidra.

Confesso que não fiquei adepto. No nosso restaurante não se serviu a sidra de modo tradicional, mas com o recurso a “novas tecnologias”. Pena por um lado, mas por outro mais bebi, dado que há menos desperdício…